Já esqueci quem era a menina, mas a ocasião se deu no Curto Café e quem me apresentava dessa forma tão gentil era o Sergio Kienteca (Ki, para os intimos). Ao retribuir a gentileza, me referi ao meu amigo como a pessoa mais espontânea do mundo.
Nesse contexto era mais excitante a doçura de uma pessoa do que sua espontaneidade. Fato percebido pela leve frustração do Ki com minha tentativa de atribuir-lhe valor.
Nessa época eu ainda morava no Rio e gerávamos tanto aprendizado juntos que era comum voltarmos pra casa ansiosos pelo próximo dia e com dores de cabeça de tanto refletir sobre a vida.
Muito depressa identificamos que todo aprendizado que vinha sendo gerado a cada momento só era possível porque estávamos sendo verdadeiros um com o outro. Verdadeiros com nossos sentimentos e buscando a forma mais legitima de expressa-los. É verdade que faltavam palavras, mas esse era o grande exercício. Responder para nós mesmos os motivos de nossas angustias, tristezas e buscar a origem de tudo isso.
As circunstancias da vida nos afastou, sem pesares, sem tristeza, de forma natural e compreensível. 2 anos se passaram e muita coisa aconteceu. Vivi experiencias incríveis, muitas compartilhadas aqui no blog. Dezenas de lugares, milhares de pessoas e interações, cada qual com sua especificidade. E dentre tantos lugares e pessoas encontrei muita naturalidade e espontaneidade mas nunca um alguém tão sincero quanto Sergio Kienteca.
Se eu pudesse voltar ao dia em que fui apresentado como a pessoa mais doce do mundo, apresentaria meu amigo como a pessoa mais sincera de sentimentos que já conheci. A mais profunda verdade se encontra no coração de Kienteca. Hoje em dia, com minutos de conversa, já é possível perceber a pureza de suas intenções.
Me sinto grato por te-lo conhecido e por vc ter me ajudado a desconstruir o pilar principal de um mundo de confusão que eu vinha construindo até então. Gratidão pela clareza de sentimentos, meu irmão. Beijos no coração. Fique em paz!