Na manhã do dia primeiro de fevereiro ficamos na espera da Marta e do Thiago (primos da Alê) chegarem em Campo Grande. Fizemos um grande sanduiche de purê de abóbora que nos satisfez pelo resto do dia. À noite, quando a Marta chegou de São Paulo fomos encontra-la na casa dos pais do Thiago. Nos despedimos da família Martinez com muita gratidão e bençãos de boa viagem. A Raquel, super gentil, mais uma vez, nos levou até o endereço certo.
Ficamos na casa dos pais do Thiago mais um dia. Passamos pelo mercadão, visitamos o belo parque da cidade, onde as capivaras transitam livremente no meio das pessoas. Refizemos o já conhecido purê de abóbora (que provavelmente vai entrar nas receitas do blog da Alê) e torcemos por uma boa noite de sono para seguir viagem pra Corumbá na manhã seguinte.
Por volta das 11h da manhã do dia 03/02 estávamos pedindo carona num posto na entrada da cidade, onde o Thiago nos deixou. Desta vez sem mochilas pesadas. Os primos ficaram de levar os quilos a mais e nos encontrariamos em Corumbá no dia seguinte.
Jonatas, um camarada sagaz, ao passar por nós pela segunda vez, deu o bizu que ali seria dificil pegar carona até Corumbá e nos levou para uma rota mais frequente de caminhões, uns 15 km à frente. Então conhecemos Vanderlei. Aparentemente um sujeito não muito receptivo e sinceramente rolou até uma certa desconfiança (peço desculpas ao nosso amigo, mas foi o que nossa cabeça preconceituosa foi ensinada à pensar). Logo fomos explorando a figura de Vanderlei e descobrindo seu lado mais sensível. E haja sensibilidade nos corações dos caminhoneiros que vivem pelas estradas. Falamos sobre lei da atração e a força da natureza. Como o universo conspira a nosso favor. Percebemos que muito de comum havia entre nós, apesar de darmos nomes diferentes aos mesmos fenômenos sobrenaturais.
Com ele fomos até um posto à 70km de Corumbá. Só paramos para conhecer a Dona Maria, protetora dos jacarés. No meio da estrada pantaneira, uma senhorinha vive harmoniozamente ao lado de um pequeno lago com cerca de 300 jacarés.
Chegando ao posto nos deparamos com uma linda fauna. Pássaros de várias espécies voando livremente pelos céus. Até araras azuis chegaram à uma árvore próxima à nós.
Sem demora, o querido Flávio, que parou pra abastecer, nos deu uma carona. Desta vez até a praça principal de Corumbá.
Chegamos por volta das 18h e sentamos no banquinho da praça para admirar os pássaros e descansar.
Resolvemos começar a saga por um lugar para dormir. Anda pra lá, volta pra cá, entre albergues, pousadas e pensões, ficamos no hotel mais barato que encontramos. Gilmar nos recepcionou muito bem e nos fez um desconto.
Uma noite bem dormida e já estávamos de pé planejando o novo dia. Fizemos o check-out e saímos para conhecer a cidade. Rapidamente nos encontramos com outro primo da Alê que estava na cidade procurando uma peça para seu carro. Erwin nos encontrou na praça principal e com ele percorremos toda a cidade. Chegamos à fronteira, enfrentamos os tramites migracionais com muita paciência e fomos os três almoçar uma saborosa sopa de banana da terra em Puerto Quijarro (cidade boliviana do outro lado da fronteira).
Voltamos à Corumbá passando por alguns pontos turisticos e históricos da cidade. Apresentamos o açai para o primo Erwin, que ficou encantado com a novidade, e marcamos um ponto de encontro para nos juntarmos à Marta e Thiago que estavam prestes a chegar.
Todos juntos, paramos para comer em um barzinho. Enquanto nossa madioca não chegava à mesa, saimos eu e Alê para organizar o pernoite de todos.
Conseguimos encontrar um hotel mais barato e aparentemente com boa estrutura para acomodar eu e Alê em um quarto e Thiago e Marta (mais as duas crianças Thiaguinho e Bruno) no outro. Perfeito. Voltamos ao bar, comemos, nos despedimos de Erwin (que estava hospedado em Puerto Quijarro) e logo estavamos no hotel.
Uma noite bem dormida, mas somente para mim. Marta, Thiago e Alê mal conseguiram dormir. As coisas por lá eram meio precárias e a sensação de insegurança, sinceramente, existia.
Levantamos cedo e partimos para fronteira pra regulamentar a entrada do Thiago e da Marta.
Mais um encontro com Erwin, nos despedimos e seguimos viagem, agora todos no mesmo carro. Na Bolívia não há necessidade de cadeirinha para crianças no banco traseiro, então havia espaço no carro para a Alê e eu.
Viagem agradabilíssima. Paramos nas Águas Termales, um rio quente devido suas pequenas atividades vulcânicas submersas. Almoçamos por ali mesmo. Comidinha com tempero brasileiro da Dona Dori. Feijão arroz e vegetais. Mais adiante visitamos o templo de pedra de Chochis. Gastamos mais algumas horas ali. Voltamos para estrada escura, agora com cuidado redobrado por causa das vaquinhas que aparecem do nada na escuridão. Por volta das onze da noite, já com o fuso boliviano (2h à menos em relação à Brasilia), estávamos em casa.
Chegamos à Santa Cruz de la Sierra no dia 5 de fevereiro, na casa dos primos Thiago e Marta. Estacionamos por aqui até decidirmos seguir viagem. Ficaremos, mais ou menos, 1 mês até resolver alguns documentos da Alê.
Ah! Tem foto lá no face!
Alguns Números
Peso:
Mochila da Alê - 14,6 kg
Mochila do Ronny - 11,3 kg
Desembolso:
01/02 - compras de mercado (R$ 14,40)
02/02 - polvilho (R$ 6,00) semente dec hia (R$ 6,00) compras de mercado (R$ 20,00)
03/02 - hotel em Corumbá (R$ 70,00)
04/02 - açaí (R$ 20,00) pasta d'água (R$ 4,20)
05/02 - hotel em Corumbá (R$ 40,00)
Total:
2 viajantes
5 dias
6 caronas
2 casas que hospedaram
1088 Km
R$ 180,60
Total da Viagem:
2 viajantes
26 dias
27 caronas
8 casas que hospedaram
3407 Km viajados
R$ 473,60