Surgiu, assim meio que do nada, uma menina amarela. Daquelas que atrai olhares na rua. E começamos a conviver o dia-a-dia. Senti que tinha coisa ali. Mexeu algo aqui dentro. Fui observando, fui entendendo, curioso, atraído, até compartilhar com a namorada.
Vem a mente aquele papo de “amor livre”. Papo furado. Vem conversas, vem choros, vem lembranças, vem a pergunta: “Isso que eu to sentindo, de onde vem?”. E desvendando juntos esses mistérios, desconstruindo muros de paradigmas, vamos caminhando para um campo de duvidas e incertezas comum aos dois.
Nesse campo nos encontramos despidos, quase nus de influencias. Querendo cada vez mais despir-nos e experimentar um novo e encantador encontro. Construir um novo mundo. Por raras vezes conseguimos. Compreendemos, fazemos novos acordos e conseguimos dizer honestamente que estamos satisfeitos.
Assim se manifesta o companheirismo de quem decide viver uma vida junto, em comunidade. Que contempla o respeito, atenção, cuidado e empatia. Ser capaz de sentir o que outro sente. Entender o bom momento para ousar. Cuidar das experiencias, uma de cada vez. Não deixar que elas se misturem, que se confundam. Se ouvir e se respeitar em comunhão.
Foi assim, que muito recentemente, aprendi mais um pouco sobre relações abertas, ou seja, relações honestas. Onde se escuta de verdade e há espaço para dizer o que se pensa. Sigo satisfeito, com uma curiosidade que só aumenta ao me aprofundar em relação com o outro. O outro que eu amo e que aprendo a cuidar.
