terça-feira, 21 de maio de 2013

Dados da industria automobilistica

Texto de Sergio Venuto*

''Pra quem quiser se divertir pesquisando...
Bem, numa simplicista analise, poderiamos levar em conta:

1- venda de automoveis em função de isenção/redução de IPI + Facilidade de Credito.

2- Depois, possivel inadimplencia, aumento do risco de credito e possivel aperto na concessão de novos emprestimos

3- Passando por setor que faz o que bem entende: 70% do setor na mao de 4 empresas (Fiat, VW, GM, Ford).

4- Lembrem-se que há o setor dos veículos prontos e o setor que envolve toda a cadeia de autopeças (os 2 juntos = ind automobilistica)

5- Como é dificil achar noticias com FATURAMENTO DO SETOR. Facil mesmo, é achar quantidade de carros vendidos.... que interessante, naõ? Eu, busquei bastante e nada diretamente... Tive que buscar os faturamentos das empresas, em separados, na lista EXAME de empresas, depois somar, depois cruzar os dados com os % de participação da ind no PIB INDUSTRIAL e, depois , PIB TOTAL

6- A operação "abafa" da industria!!!

7- Não deixem de observar tb os numeros de MOTOS, de CAMINHOES e UTILITARIOS! (Ah, isso com incentivo IPI + Credito (credito que tende a ficar menos farto e mais caro)
http://download.uol.com.br/carros/fenabrave_marco_2013.pdf

8 -A IND AUTOMOBILISTICA já representa 18,2% do PIB INDUSTRIA!!! (R$ 110bi aprox)(obs: os numeros nao batem se somarmos os faturamentos das

9- O PIB INDUSTRIA (que só cai)(R$600 bilhões), tá em 13,5% do PIB TOTAL (R$ 4,4 trilhoes em 2012)

10- FATURAMENTO SETOR>VENDAS LIQUIDAS (sem impostos)

FIAT (aprox R$ 24bilhoes), VW (R$ 22 bilhoes), GM (R$ 18 bilhoes), MERCEDES (R$ 14,5 bilhoes) , FORD (R$ 13 bilhoes), MOTO HONDA (R$ 11,4 bilhoes), MAN (R$ 9,5 bilhoes), Toyota (R$ 9,4 bilhoes), etc...

Bem, nao precisa nem dizer a força que tem este setor super concentrado!!!!

E como estamos ainda sendo "alavancados" por tal industria.

Se juntar os itens que sao usados em funçao do automovel (estrada, pedagio, combustivel, etc), aí vê-se que vivemos em função do motor 'a combustão e de transporte de poucos passageiros! E vocês ainda querem que o governo incentive o uso de bicicletas? Tá de brincadeira????

OBS> No Brasil, produz-se aprox 5 milhoes de bikes e um pouco mais disso em automoveis (carros+bus+caminhoes+motos).

OBS2: Faturamento do setor de bike no Brasil = R$ 900 milhoes (menos de 1% do automovel) E olha que as bikes aqui são caras tb!!!

OBS3: Faturamento PETROBRAS = R$ 280bilhoes (venda liquida R$ 200bilhoes),

OBS4: Venda liquida BR DISTRIBUIDORA = R$ 80 bilhoes

OBS5: VENDA DE COMBUSTIVEL ( Gasolina, Alcool, Diesel, GNV) = R$ 240 bilhoes

Bem, se juntar venda de combustivel 240bi + automovel 150 bilhoes (estimativa) + autopeças = digamos que passa tranquilamente de 10% do PIB brasileiro. Juntando isso com os bancos.... ah, os bancos...

ITAU 2012 = ATIVOS = R$ 1trilhão! Isso mesmo. Trilhao!!! = quase 15% do PIB com modico lucro liquido de R$ 13,6 bilhoes (o lucro do Itau foi maior que o faturamento liquidoda FORD!!!)

BRADESCO 2012 = ATIVOS = R$ 880 bilhoes LUCRO = R$ 11,4 bilhoes

BANCO DO BRASIL 2012 = ATIVOS = R$ 1,15 TRILHOES LUCRO = R$ 12,2 bilhoes

CAIXA 2012 = ATIVOS = R$ 700 bilhoes (proprio. Administrados inclusos vai para R$ 1,3 TRILHOES) LUCRO = R$ 6,1 bilhoes

SANTANDER 2012 = ATIVOS = R$ 450 bilhoes LUCRO = R$ 2,7 bilhoes

OBS: Computados somente ativos CAPTADOS e nao os ADMINISTRADOS

OBS: Total só de LUCRO destes 5 bancos no Brasil em 2012: R$ 46 BILHOES!!!

E aí, ainda vão acreditar em mudança de governo, mudança política, mudança sei lá de quê? Só o dia em que dinheiro não tiver mais relevância..... acho que vai levar um tempinho ainda...

Pra mim, já não tem. Já é um bom começo!
abraço''

terça-feira, 14 de maio de 2013

Desabafo (censura)

Texto de Julia Navarro*

''Então... chega aquele momento onde a gente tem que encarar a real, né? Tirar esse véu ilusório que nos 'protege' na (ou da) 'vida mesma' e nos fazermos conscientes do nosso entorno e, principalmente, do nosso próprio impacto dentro desse 'ambiente'.

#bloqueio #censura #ditadura - isso existe?! [simmmmmm!] responderíamos uníssonos ou.... (ainda!) nos enganaríamos dizendo (utopicamente) que praticamos o tal SOMOS TODOS UM ?!

Vinicius Braz Rocha está bloqueado no FB. Motivo: homenagem sem-censuras às mulheres 'comuns' e 'diversas' deste planeta. #wtf jockerberg

Eu, que (ainda! apesar dos pesares e bloqueios) acredito na prática da liberdade e responsabilidade individuais, confesso (sim, humana e fragilmente) que ainda me choco com, não só o FB, mas todo e qualquer 'SER' que se sinta no direito (esquerdo, acima, abaixo) de 'ser' tão superior aos outros [semelhantes?!] que pretenda EXCLUIR e AFASTAR tudo aquilo e todo aquele que não lhe pareçam 'afins', 'sinérgicos' e 'familiares'. #AFFFF

SIM... tomo o teclado com a voz embargada e rego-di-gito isto em tom de quem, por longos muitos meses, também foi bloqueda por 'SER' eu mesma, por não caber no círculo (quadradinho) daqueles que pretendem (ou até pensam) serem SUPERiores.

SIM... acredito no justo e, de forma alguma, adentraria tal terreno divisório e, mais ainda, o ilusório sentimento de tamanha <<suprema superioridade da supremacia soberana>> se é que isso existiria, não fosse a mente (brilhante?!) de "gente" que pensa não ser como a GENTE. E bloqueia... (pra atenuar a própria ausência de ACEITAÇÃO e a consciência inexistente dentro do próprio 'ser').

Acredito, enfim, no bem comum e na tomada de cosnciência de cada um de nós - os mesmo que apartamos, segregamos, excluímos, bloqueamos, e... ao final, dizemos que 'AMAMOS'.

"Amor é a ausência de julgamento" (Dalai Lama)

E, quando é que vamos perceber, de fato, que somos todos semelhantes...?!
Que o 'teu' espaço, o 'meu' espaço e o espaço 'dele' são, na real, o 'mesmo espaço'... e são, por si só, um ÚNICO ESPAÇO ???
Que segregar no 8 ou no 80 são o mesmo ato radical e supremo de separação ...
Que, enquanto isso, o caminho do UNO (o tal abrangente caminho do meio, idealmente citado e 'maleporcamente' praticado por nós) faria diferença na tal TOMADA DE CONSCIÊNCIA COLETIVA e MUDANÇA QUE QUEREMOS VER.

E, por fim, se fica tão belo dizer que 'somos a mudança que queremos ver' - que tal imaginarmos 'SERMOS a mudança que queremos SER' ... ao invés de nos enfiarmos numa idéia separatista e segregatória, do tamanho(zinho) das nossas próprias limitações ?!

É esse o tal mundo que a gente está pretendendo chamar de DIFERENTE?!
Um mundo (ainda!) sem aceitação das DIFERENÇAS?!

#RESPEITO #DIVERSIDADE #ACEITAÇÃO #COSNCIÊNCIA #JUSTIÇA #IGUALDADE #SELIGA! #SOMOSTODOSUM

[ SIMMMMMMMMM! ]''

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Seres Sustentáveis

Incrível texto de Ana Paula Borges*

''Não há separação entre eu e o planeta. Entre eu e as pessoas. Entre eu, o céu, as rochas,
plantas e animais. Todos somos um. Um grande um.

Quando se fala de sustentabilidade há por trás a crença de que podemos interferir nos
rumos do planeta. Mas isso é uma crença equivocada. Nessa forma, acredita-se que há uma
separação entre eu e o planeta. Que as coisas que acontecem na Terra são reflexos de nossas
ações e que por isso nós podemos parar com este processo.

Mas nesta visão há a crença de separação. O homem fez e faz à Terra e quando quiser pode
mudar suas ações. Esta é uma visão reta, linear, com um direcionamento do homem para
a Terra. Mas esta forma não é linear e, sim, circular. O que é feito com o planeta é reflexo
do que fazemos com nós mesmos. A Terra é um espelho dos homens. Não cuidamos de nós
mesmos. Não cuidamos de nosso corpo. De nossa mente, palavras e ações.

Há um grande vazio interno. Uma grande corrida para algum lugar, que não sabemos aonde.
Consumimos em busca de algo que não encontramos dentro de nós. De um prazer que não
conseguimos sentir. Destruímos buscando desesperadamente uma nova forma. Destruímos
porque nada nos satisfaz.

O barulho imposto às cidades reflete a falta e o medo do silêncio que sentimos.

A poluição imposta às cidades reflete o lixo mental que impregna as nossas mentes todo o
tempo.

A incapacidade de enxergar os outros seres vivos reflete a cegueira quanto a quem somos nós.

A falta de gratidão pelo que o planeta oferece reflete a impossibilidade de sermos gratos pelas
relações e experiências que vivenciamos.

A Terra é um grande espelho da humanidade. Não há nada fora que não esteja dentro. A dor
que infligimos ao planeta é a mesma dor que infligimos a nós mesmos. O mesmo movimento
de destruição visto do lado de fora é reflexo da insatisfação vivenciada em nossas vidas.

Não temos que salvar a Terra. Temos que salvar a nós mesmos.

Não temos que proteger e amar a Terra. Temos que proteger e amar a nós mesmos.

A Terra é linda. Perfeita. Harmônica. Cheia de vida e graça. Somos assim também. Seres
perfeitos e divinos.

A força da Terra é a força que temos. A beleza da Terra é a beleza que somos.

A capacidade de autossustentação que a Terra tem também está em nós. Por que é tão difícil
percebemos que já temos tudo o que precisamos?

Quando nós nos reconhecermos no planeta, perceberemos o quão divinos somos. Ela nós
oferece tudo. Do alimento, ao ar, às experiências. Também temos tudo dentro de nós. A paz
que almejamos, o amor que buscamos e o conforto e o senso de pertencimento que seguimos.

Ao nos aquietarmos, percebemos que somos sustentáveis. Sustentáveis, como a mãe Terra.

Não há nenhum lugar para ir, o que buscar fora. Está tudo aqui, dentro de nós. Está tudo
aqui, no planeta que moramos. A melhor comida vem da Terra. O melhor ar, a melhor água, a
melhor sombra. O calor que precisamos, o solo para servir de base de nossa experiências, os
seres a nossa volta para trocarmos e aprendermos.

O silêncio mais vivo está em nós. O maior e mais bonito amor que buscamos está em
nós. O aconchego e a proteção que buscamos, é encontrada dentro de nós. Precisamos
ser sustentáveis como seres divinos que somos. E então, não se falará mais sobre
sustentabilidade. Pois tudo será uma coisa só.''

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Devoção

Passando para visitar, e talvez passar um tempo, numa ecovila Vaishnava em Paraty, me alegrei ao ser bem recebido com um jantar. Os devotos que viviam ali, de imediato, se preocuparam se eu já havia comido e trataram de providenciar uma sopa, uma cama e um banheiro pro meu descanso, apesar de eu já ter chegado a noite (20h quando todos já se retiravam para dormir).

No dia seguinte me dei de cara com a realidade. Fui conversar com o responsável pela comunidade, teoricamente aquele ser mais espiritualizado. O esquema era o seguinte: 50 reais a diária ou 30 reais se ajudasse nas tarefas do dia. R$ 900,00 por mês que te dava direito a uma cama, um banheiro comunitário (água fria), 3 refeições diárias e ainda assim trabalhando no que era pedido.

Na parte mais alta do terreno vinha a justificativa. A construção, quase finda, de uma pousada enorme, super bem projetada, uma arquitetura inovadora, mármore, mobília mirabolante... Coisa ''chic''. Um pouco mais acima um grande templo não menos exagerado. Grosseiramente contrastante com o lugar rústico que dormi.

Inegavelmente um lugar lindo. Muito verde, muita água, mas extremamente aprisionador. Senti, sutilmente, as pessoas presas dentro de si mesmas. Não se via abertura para manifestar-se de forma verdadeira, fluida. Tive a sensação de que a galera ali não deixava de brigar, falar alto, ou dormir tarde por um genuíno desejo e sim por obrigação. Por aquilo que talvez chamem de serviço devocional. Não me aprofundei ao estudar e refletir sobre isso, mas esse contraste de desapego material com estruturas megalomaníacas para servir a uma classe mais elitizada me causa uma grande estranheza.

Sinceramente, acredito que se o lugar conseguisse se manter sem dinheiro, as coisas tenderiam a ser mais orgânicas. A noção de solidariedade e humanidade estariam mais presentes na prática. Até essa questão da devoção seria melhor entendida. Entretanto, buscar alternativas para viver sem o recurso monetário, ou reduzi-lo até onde se consiga viver com satisfação, suprindo as necessidades materiais mais básicas, parece inviável, fora de cogitação.. De ''eco'' a vila tinha muito pouco.

Ouvi um relato de um voluntário simpatizante da cultura Hare Krishna que já estava a 1 ano na comunidade. Se queixava de falta de privacidade e dificuldade de convivência. Privacidade, pra mim, nada mais é do que apego. Vem com a ideia de posse. De não querer compartilhar o espaço, as coisas, ideias e sentimentos, logo a convivência se torna insuportável. Se há a privacidade, há a invasão dela e assim há maior exigência de respeito. Um respeito imposto como valor e não um respeito consciente. A partir dai fica fácil começar a estabelecer regras para conviver e o convívio se torna algo sacrificante.

Entendi a recomendação de passar a tranca na bicicleta quando cheguei. ''Como assim?! Até aqui?!''. Resisti dizendo que não teria problema. Se roubassem é porque estavam precisando de uma bike. O que provocou o comentário ''Ta desapegado mesmo, hein?!’''

Isso tudo em um ambiente pré configurado para, teoricamente, se desenvolver a espiritualidade. Pessoas fazendo coisas em nome de algo que foram induzidas a acreditar sem ao menos se questionar do por que estarem fazendo. O maior fator limitador, ao meu ver, está na destinação de um ambiente para algo específico, não permitindo a imprevisibilidade do que pode acontecer naturalmente. Não vejo problema em ser "hare krishna" ou qualquer outra coisa, senão grupos que se constituem pra ser diferentes, excludentes, em nome de algo maior. De uma salvação, de uma libertação, seja o que for.