"Vivemos uma migração social. O mundo está aos poucos substituindo os falsos valores (dinheiro, patrimônio, poder) pelos verdadeiros (amor, compaixão, solidariedade). Assim este blog tem como como objetivo informar e conscientizar, respeitando a opinião de cada um e desmistificando a idéia de uma só verdade. Partimos do princípio de que somos todos iguais e, no panorama atual, uma revolução se tornou inevitável."
(antiga descrição do blog)
Ultimamente tenho passado por um grande processo de reflexão. Percebo que ele é continuo e embora variável está seguindo sempre um mesmo caminho. Como um Rio que segue diversos fluxos mas sempre vai desaguar no mar.
Recentemente percebi que o nome desse blog não tem nada de humilde e tem muito de consciente. Mas é a MINHA consciência. Diferente da sua. Quando digo que o objetivo é informar e conscientizar, é baseado em meus pensamentos, logo, fica clara minha grande arrogância. Nada de humilde há neste gesto.
Estou descobrindo o grande valor que tem a palavra respeito. Em muitas de minhas atitudes no dia a dia não venho respeitando as pessoas mais próximas de mim. E é exatamente por causa desta arrogância, de pensar que eu posso passar valores que julgo serem melhores para a felicidade de "A" ou de "B" que acabo perdendo o limite do respeito. Inconscientemente passo a querer que as pessoas acreditem que os meus ideais são melhores. Enquanto eles ainda estão em constante transformação interna.
Sou um cara cheio de dúvidas. Não tenho uma opinião formada sobre nada. De repente nunca terei. Então como posso esperar formar a opinião de alguém que não conheço? Sobre uma coisa que julgo conhecer? Não é algo muito pretensioso? Com tão pouca experiência de vida? Que exemplos práticos posso dar?
Nunca ninguém veio até mim e disse que quer saber minha opinião a respeito de algo. Então que parâmetro eu tenho para julga-la importante?
Tento mudar o mundo a pouco menos de 3 anos e já tive a sabedoria de entender que não é assim que funciona. Seria outra grande arrogância acreditar que o mundo precisa de ajuda quando ainda não resolvi nem os meus problemas.
"Vamos começar a mudar o mundo por onde?" Nããão. Esquece. Ele não precisa ser mudado.
"As pessoas é que precisam ser mudadas!" Também nããão.
NÓS precisamos mudar, SE acharmos que devemos.
Não quero interferir no pensamento das pessoas, ao menos que peçam minha opinião. Isso da muito trabalho. Causa frustração, angustia, inquietação. São sentimentos que lutei para me livrar dentro de um sistema corrompido. Tentando modificar esse sistema, a luta não vai acabar. Isso não faz sentido. Seria só trocar o motivo causador destes males. A maior revolução de todas, é a revolução pessoal. Confesso me sentir muito mais leve, feliz e despreocupado pensando dessa forma.
Este momento está voltado para pensar em mim. No que me faz bem. As pessoas que me fazem feliz. E essa acredito ser a melhor contribuição que dou pro mundo. Isso é fazer minha parte. Analisar o que eu julgo errado para mim e começar a fazer diferente. Sem a pretenção de achar o que é certo. Apenas a autossatisfação. Não importa o futuro nem passado. Isso não é ser egoísta. É ser individualista, que são coisas muito diferentes. A individualidade precisa ser respeitada. Esse é o limite que o outro te dá. É ter o poder de fazer escolhas sem ser criticado. Não é porque não como carne e reciclo meu lixo que meu vizinho deve fazer o mesmo. Eu faço pelo que eu acredito. E foda-se o meu vizinho.
Não vejo mais sentido em um blog que tenta passar valores de apenas uma pessoa. Não estarei mais escrevendo neste blog a partir de hoje. Ainda não me sinto pronto pra isso. Para assumir essa responsabilidade. Não tenho tantas experiências para partilhar. Ele continuará aberto para os outros autores ou se um dia eu voltar a escrever. Mas por enquanto não vejo mais sentido em tê-lo como ferramenta. Para desabafar, eu tenho bons amigos. Então, esta ferramenta não se faz mais necessária para o momento que estou vivendo.
''Claro que todos - ou muitos de nós - temos necessidade de aprofundar a conversação sobre a transição para novos mundos e seus aspectos práticos.
A questão fulcral é: como sobreviver para continuar experimentando?
É evidente que isso pesa mais em quem tem mais idade, pais idosos e filhos jovens, que dependem de recursos auferidos, em grande parte, no velho mundo e por meio dos velhos negócios.
Nenhuma experiência alternativa de vida e convivência social pode elidir o fato de que no final do mês é necessário ter recursos para pagar o plano de saúde da mãe idosa, a escola da filha mais jovem e o próprio plano de saúde, além dos remédios. Somente essas três despesas, abstraindo aqui todas as demais, podem somar 5 mil reais. De onde tirá-los?
Dou um depoimento pessoal.
Vivi 50 anos praticamente ignorando a existência dessas exigências. Optei nos anos 70 por não ter propriedades e fui em frente. No início dos anos 70, troquei um salário de 4.000,00 por outro de 490,00 (cruzeiros, se não me engano). No início da segunda metade da década de 70, morei 7 anos numa favela (onde nasceu minha primeira filha), morando em comunidade e depois numa família nuclear. Antes já tinha vivido em comunidade (stricto sensu, com tudo comum mesmo). Durante anos minha casa tinha 50 colchões empilhados e vivia cheia de pessoas que lá iam articular seus movimentos sociais e políticos e outras ações ainda mais disruptivas... Fiz (fazíamos) ocupações de verdade (áreas rurais e urbanas sem uso eram logo ocupadas por nós, para moradia e construção em mutirão de centros comunitários - que à época chamávamos de "Casa dos Companheiros"). Tive, durante anos (inclusive quando ainda estava no Rio de Janeiro), apenas uma camisa de nylon e uma calça de tergal (materiais sintéticos horríveis, que eram lavadas durante a noite no banheiro e lá penduradas) e um par de sapatos. Vivia feliz da vida esse engajamento, vamos dizer assim, descompromissado: quem dependia de mim também dependia das condições mutáveis em que minha vida fluía.
Bem, mas aí os anos foram passando. Novas exigências foram surgindo. O falecimento de meu pai, a idade avançada de minha mãe, o nascimento de outras filhas, o surgimento de doenças nesse emaranhado parental (algumas crônicas) que exigiam tratamento continuado...
Conto essas coisas apenas para dizer que mesmo que você opte e mantenha a opção - como fiz - por não ter gastos de manutenção de coisas (infra-estruturas físicas associadas à propriedades imóveis ou móveis), mesmo assim, despesas constantes e crescentes sobrevirão. E você terá de ganhar dinheiro para pagá-las, a despeito de todas as suas idéias revolucionárias, evolucionárias, disruptivas, alternativistas ou o que for sobre como fazer negócios-em-rede ou ensaiar experiências inovadoras de auto-sustentação e de comum-sustentação. Ou então morrer. Ou então infligir sofrimentos aos que já não têm mais (ou ainda não têm) autonomia para sair de situações configuradas, vamos dizer assim, de modo anti-humano.
Não mudei minhas orientações apesar disso tudo. Continuo vivendo praticamente sem propriedades. Não aceito emprego em organizações hierárquicas. Vivo do que ganho a cada dia com palestras e consultorias que eventualmente apareçam (desde que nelas possa fazer somente o que quero fazer, do contrário não aceito). Mas fico um pouco perplexo com a galera que quer mudar o mundo sustentada pelo papai ou que se mantém às custas dos recursos derivados do proselitismo da salvação do planeta, da inclusão dos excluídos, do fim do capitalismo ou da construção de um outro mundo possível, e que despreza a preocupação com ganhar dinheiro (sabendo, porém, que terá o que comer logo mais, que se estiver duro pode dar um pulinho ali na casa da mamãe ou do titio, que se perder o teto pode sempre se ajeitar na casa de um parente ou de alguém da esfera de relacionamento que herdou dos emaranhados de seus familiares).
É claro que todos buscamos novas formas de sobrevivência. Mas neste período de transição em que vivemos, isso não é tão banal. Uma pessoa sozinha pode viver, pelo menos até certa idade, "como os lírios dos campos e as aves do céu, que não tecem nem fiam" (e eu praticamente vivi assim toda a minha vida - o que é raro, sobretudo depois dos 40).Mas a transição significa que o velho (que já morreu) ainda permanece de pé e que o novo (que já nasceu) ainda não consegue ficar de pé por si mesmo. Então, na transição, podemos experimentar o novo, mas parte da nossas condições de sobrevivência ainda vêm do velho.
Pois bem. Voltamos assim a questão inicial. Como garantir recursos para sobreviver (no velho mundo) e continuar experimentando (criando novos mundos)? É sempre possível fazer isso, desde que você seja uma pessoa que tenha apenas que se sustentar ou desde que você viva numa comunidade conformada a partir dessa condição. E desde que você possa ter tempo para ficar nas filas... nas filas do INPS e em todas as outras filas a que têm que se submeter quando não tem recursos. Mas e quando seu tempo está todo voltado para atividades que dão sentido a sua vida? Mas e quando você tem que escrever 10 horas por dia (o meu caso)? E quando você tem que arrumar, desesperadamente, um convite para falar em algum lugar, dar um curso, prestar uma assessoria para ganhar algum dinheiro sem o qual não terá como fazer o supermercado, quitar as dívidas que se acumularam, ajudar sua mãe e seus filhos a pagar os hospitais, os médicos e os remédios e, às vezes, até o alugueres (sendo que estes familiares nem moram mais com você e não compartilham em nada dos seus propósitos e do seu estilo de vida? Heim?
Pode-se sempre argumentar: foda-se! Os pobres não vivem assim? Então? O que significa, em outras palavras: morra!
Mas não há nenhuma virtude intrínseca à pobreza, nem algum valor no pobrismo, quer dizer, na ideologia que exalça a condição de pobreza e vive do proselitismo da redenção dos pobres.
Ademais, as exigências de quem vive de determinada maneira, seja condicionada pela sua trajetória, seja configurada pelas sua visão de futuro, também determinam os níveis de exigência e o volume das necessidades. Por exemplo, para quem vive investigando, pesquisando e não está mais ligado a uma instituição de pesquisa, é necessário ter recursos para assinar revistas, comprar livros (não, nem todos podem ser baixados na Internet), ter computadores adequados (não, não pode dividir o tempo da máquina com outros), pagar auxiliares (muitas vezes não se pode reservar um tempo para adquirir e preparar a própria comida). Antes, muitos de nós - exploradores de novos mundos - tínhamos a alternativa de entrar num mosteiro (foi por isso que os mosteiros floresceram e se multiplicaram como centros de pensamento antes das universidades). Hoje, porém, isso não é mais opção para quem quer sair do velho mundo: os mosteiros são organizações hierárquicas e mesmo as universidades são burocracias sacerdotais do ensinamento. Antes pessoas como Leonardo conseguiam sobreviver e continuar explorando porque eram sustentadas por mecenas. Hoje, as coisas não são mais assim.
Como viverão os inovadores (que, juntamente com os hubs, os netweavers e outros, cumprirão seus papeis antecipantes da sociedade-em-rede)?
Fazendo de outro modo a mesma pergunta: como inovarão os inovadores?
O Occupy chegou ao Rio no dia 22 de Outubro e tem como objetivo permanecer na praça Floriano, na cinelândia (centro do Rio), até que as mudanças sejam alcançadas.
A manifestação foi inspirada no movimento Occupy Wall Street que começou em Nova Iorque por conta da crise do sistema financeiro ocasionada por gananciosos empresários do mundo inteiro.
Hoje já são mais 1000 cidades no mundo com manifestantes acampados, permanentemente, em praças públicas como forma de protesto. A ideologia do movimento é protestar inicialmente contra os abusos do sistema econômico capitalista como lobby de empresas e grandes coorporações e acúmulo de riquezas e recursos nas mãos de uma pequena parcela da população.
O movimento ainda não tem uma contra proposta clara para o sistema socio-economico vigente, porém essa discussão está aberta e ninguem melhor do que nós pra escolher uma proposta nova e mais eficiente do que o sistema que vivemos hoje. Embora seja de caráter pacífico, recentemente houve casos de agressão em Oakland - Califórnia entre civis e militares.
Na ocupação acontecem discussões, palestras, exibição de filmes e documentários, grupos de discussão, música, apresentações teatrais. Tem gosto pra tudo. É fundamental que cada um de vocês participe. A ocupação ficará lá por tempo indeterminando, porém quanto maior o volume de pessoas tivermos por dia melhor.Estamos aceitando também doações principalmente de alimentos e quaisquer outros itens que possam ser úteis a ocupação.
A seguir videos da ocupação:
tarde do dia 22/10
tarde do dia 24/10
John Croft cofundador do Projeto Gaia 26/10
Movimento Zeitgeist 26/10
Saiba mais sobre a Ocupação
Movimento organizado por Sergio Cabral na cinelândia 10/11
''O governo dos Estados Unidos, com o apoio técnico de algumas universidades estadunidenses, quer usar informação “pública” que os usuários colocam no facebook, twitter, páginas da web, webcams, blogs e outros meios sociais para acumular uma enorme base de dados com o propósito de prever tanto as crises políticas, ou seja, revoluções, instabilidades ou explosões sociais, como crises econômicas. Como o projeto Camelot dos anos 60, este projeto de vigilância e espionagem estará dirigido para a América Latina.
O novo projeto está a cargo de um organismo pouco conhecido, Intelligence Advanced Projects Activity (IARPA), que funciona sob a orientação do diretor de inteligência nacional dos EUA. O projeto copiará, automaticamente, por meio de supercomputadores, dados de 21 países da América Latina, por um período de três anos que começaria em 2012. Há um projeto semelhante para o Afeganistão, patrocinado pela DARPA, organização irmã-militar do Pentágono, para identificar redes sociais de potenciais terroristas neste país.
Em 1964, o Escritório de Investigação e Desenvolvimento do exército dos Estados Unidos patrocinou o Projeto Camelot, que foi um esforço de compilação de informações no contexto da estratégia de contra-insurgência. Camelot foi concebido, originalmente, para ter uma vasta cobertura, envolvendo países em desenvolvimento de todo o mundo. No entanto, o projeto foi implementado apenas no Chile e não por muito tempo.
Os objetivos declarados eram “desenhar procedimentos para avaliar o potencial do desenvolvimento de conflitos internos nas sociedades nacionais” e “identificar... ações que um governo pode realizar para diminuir as condições favoráveis a isso”. Sob o disfarce de um projeto universitário de ciências do comportamento, situado no Escritório de Investigação de Operações Especiais da Universidade Americana (financiada pelo exército), Camelot era um projeto camuflado de inteligência. Um general do exército estadunidense afirmou que o dito projeto “nos ajudaria a prever a utilização potencial do exército estadunidense em qualquer número de casos onde a situação pudesse sair de controle”.
No Chile, Camelot foi apresentado como uma pesquisa acadêmica, escondendo sua relação com o Pentágono. Os pesquisadores entrevistaram chilenos de todos os setores da sociedade para conhecer suas crenças políticas, seu compromisso com a democracia e outras informações pessoais e políticas. De acordo com uma chilena que foi entrevistada, cada pessoa foi depois enquadrada em categorias conforme o nível de perigo ou de “potencial subversivo”. Quando esta pessoa tentou obter um visto para ir aos Estados Unidos, as autoridades de lá tinham um arquivo completo sobre ela, com toda a informação supostamente confidencial que ela colocou no formulário da pesquisa.
As bases de dados de Camelot também foram usadas para a guerra psicológica. Serviram para influir nas atitudes políticas e, dessa forma, para manipular certas eleições chave. A CIA digitalizou os dados compilados por Camelot e os analisou e utilizou para produzir atemorizantes propagandas anti-comunistas, durante a campanha eleitoral de 1964 de Eduardo Frei, candidato democrata-cristão, contra o esquerdista Salvador Allende. Por exemplo, foi dito às mulheres que, se Allende fosse eleito, seus filhos seriam mandados a Cuba e seus maridos a campos de concentração. A natureza contra-insurgente do Projeto Camelot foi descoberta pelo governo chileno e foi encerrado em 1965, depois de sessões tanto no Congresso do Chile quanto no dos Estados Unidos.
Não é a primeira vez que, nos tempos recentes, o governo dos EUA acumula grandes quantidades de dados em projetos de “data mining” (obtenção maciça de dados). Durante a administração de George Bush, a National Security Agency começou a extração de informações de milhões de cidadãos dos Estados Unidos – de telefonemas, correios eletrônicos, fax e outras fontes – num programa secreto sem autorização judicial, supostamente para descobrir e vigiar potenciais integrantes de redes terroristas. Essa administração também tratou de implementar outro enorme projeto, chamado Total Information Awareness, para acumular uma base de informações para encontrar padrões de conduta ou tendências nos correios, telefonemas, transações financeiras, informação de vistos, etc., supostamente para identificar inimigos. Este programa foi rechaçado pelo Congresso depois de produzir uma reação muito negativa na opinião pública.
Este tipo de projeto tem implicações muito preocupantes para os cidadãos, tanto da América Latina quanto dos Estados Unidos e qualquer outro país. É o ponto de partida para uma vigilância maciça de toda a população, através da sua vida pessoal e social, violando a liberdade pessoal e seus direitos. A idéia de que organizações de inteligência e militares estejam vigiando e seguindo os cidadãos – todos sob suspeita – para prever atos de violência no futuro é autoritário e orwelliano, e evoca a doutrina de segurança nacional. O aparato de segurança nacional estadunidense parece estar se estendendo e se ampliando fora de controle, com projetos cada vez mais intrusivos e anti-democráticos. Agora que os cidadãos em muitos países estão cada vez mais indignados com os respectivos sistemas e apelam a atos de protesto para reivindicar mudanças econômicas, sociais e políticas, faz-se necessário conhecer e desafiar este tipo de projeto.''
J. Patrice Mc Sherry, diretora do Programa de Estudos sobre a América Latina e o Caribe na Long Island University, Brooklyn. Autora de Os Estados Predadores: Operação Condor e a Guerra Encoberta na América Latina.
Boletim de notícias da Telesur de 2 de novembro de 2011
Uma análise das relações entre
43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo
bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A
conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto
Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai
além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
Um estudo de
grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se
estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial,
este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das
participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito
pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os
interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam
instantaneamente, representando risco sistêmico.
Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a
maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão
do poder político das ETN (Empresas Trans-Nacionais) adquire também uma base
muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam
empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos "sentimos"
ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O
artigo tem 9 páginas, e 25 de anexos metodológicos. Está disponível
online gratuitamente, no site maarxiv.org
Um excelente pequeno resumo das principais implicações pode ser encontrado no
New Scientist de 22/10/2011 (e está publicado a seguir).
(*) O
gráfico em forma de globo mostra as interconexões entre o grupo de 1.318
empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de
cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma
A Rede
Capitalista Que Domina O Mundo Conforme os
protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão
ganhando novos argumentos.
Uma análise
das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno
número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado
sobre a economia global.
A conclusão
é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de
Tecnologia de Lausanne, na Suíça
Este é o
primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa
rede de poder global.
"A
realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das
teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um
dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."
Rede De
Controle Econômico Mundial A análise
usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas
naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela
foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.
O resultado
é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais
em nível global.
Estudos
anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes
porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas
e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo,
portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia
afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.
O novo
estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de
dados com 37 milhões de empresas e investidores.
A análise
identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de
controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em
escala mundial.
Poder
Econômico Mundial
Refinando
ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes
empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas
tem 20 conexões com outras empresas.
Mais do que
isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das
receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das
ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de
ações.
Em outras palavras,
elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas
realizadas no mundo todo. E isso não é tudo.
Super-Entidade
Econômica Quando os
cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles
identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente
inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo
central de 1.318 empresas.
"Na
verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz
Glattfelder.
E a maioria
delas são bancos.
Os
pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa
e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.
Como o mundo
viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos
nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por
toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.
Eles
ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma
conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um
conluio qualquer.
A questão
real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode
exercer um poder político centralizado intencionalmente.
Eles
suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em
conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a
mudanças na própria rede.
As 50
primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas:
Barclays
plc
Capital Group Companies Inc
FMR Corporation
AXA
State Street Corporation
JP Morgan Chase & Co
Legal & General Group plc
Vanguard Group Inc
UBS AG
Merrill Lynch & Co Inc
Wellington Management Co LLP
Deutsche Bank AG
Franklin Resources Inc
Credit Suisse Group
Walton Enterprises LLC
Bank of New York Mellon Corp
Natixis
Goldman Sachs Group Inc
T Rowe Price Group Inc
Legg Mason Inc
Morgan Stanley
Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
Northern Trust Corporation
Société Générale
Bank of America Corporation
Lloyds TSB Group plc
Invesco plc
Allianz SE 29. TIAA
Old Mutual Public Limited Company
Aviva plc
Schroders plc
Dodge & Cox
Lehman Brothers Holdings Inc*
Sun Life Financial Inc
Standard Life plc
CNCE
Nomura Holdings Inc
The Depository Trust Company
Massachusetts Mutual Life Insurance
ING Groep NV
Brandes Investment Partners LP
Unicredito Italiano SPA
Deposit Insurance Corporation of Japan
Vereniging Aegon
BNP Paribas
Affiliated Managers Group Inc
Resona Holdings Inc
Capital Group International Inc
China Petrochemical Group Company
A época dos tumultos que ocorreram esta tarde em Roma centro da cidade.
As manifestações deste 15 de outubro, pelo mundo afora, tiveram muito mais atividade nas áreas de origem e arredores das fontes do desequilíbrio global, os grandes bancos internacionais e mega-empresas multinacionais, que hoje ditam as políticas públicas com suas ligações viscerais com a administração pública, os poderes visíveis das sociedades. Aí os manifestantes apontam na direção do poder real, denunciando seus crimes cotidianos contra as maiorias e, em alguns pontos “mais distantes” do planeta, promovendo sofrimentos desumanos a populações inteiras, por conta de interesses empresarias em lucros, controle e poder de poucos, dentro da coletividade humana.
Na América Latina, as manifestações foram esvaziadas de significado pela força da mídia porta-voz e defensora do poder empresarial, apontando como responsáveis pela corrupção a ponta fraca, os corruptos, os políticos e administradores públicos, sem jamais apontar na direção do corruptor, as grandes empresas, ou melhor ainda, seus donos, as pessoas que manipulam o poder público com os financiamentos de campanhas e inúmeras outras formas de pressão, com seu poder econômico, em prejuízo de enormes parcelas da coletividade humana.
O corrupto tem prazo marcado, pode renovar ou não seu posto ou mesmo trocar de posto, numa ciranda já estabelecida nos cargos e poderes públicos. O corruptor, ao contrário, financiador dos elementos mais perniciosos aos direitos gerais, no mais das vezes já corrompeu mandatos anteriores e continuará corrompendo, pressionando, boicotando, conspirando, sempre no sentido de manter e ampliar seus poderes e privilégios sociais, explorando o trabalho alheio, desviando funções públicas em seu benefício, como já fizeram seus antepassados e como seus filhos continuarão fazendo, assim pretendem, ao longo do exercício do poder dito público. Não é à toa que a dívida pública – que o público não imagina como foi feita e da qual nunca viu nenhum benefício – leva quase a metade do orçamento do país (já levou mais) só como pagamento dos juros e “amortizações” dessa dívida que nunca foi explicada e que passou por uma CPI de fachada boicotada pela mídia, que não divulgou os entraves postos no caminho das investigações desse desfalque monstruoso no orçamento de uma sociedade com tantos milhões atirados ao abandono educacional, sanitário, trabalhista, enfim, uma coletividade com tantas necessidades prementes e não atendidas, apesar de serem obrigações constitucionais do Estado.
Não me admira o fracasso dessas manifestações em nosso continente, apesar de haver exceções, como o Chile, em meio a uma ebulição política que favorece a reflexão, a consciência e a participação em todos os atos de contestação ao modo vigente. A tendência das “lideranças” que observo é a do arrebanhamento, muito poucos se dispõem a conscientizar de verdade, se conscientizando ao mesmo tempo, pra manter a humildade e não expor uma postura de “sigam-me, eu sei a verdade”, tão ridícula quanto ineficaz. Percebo uma sensação de escaldamento com guias e líderes. Creio que o povo precisa menos dessas figuras e mais de consciência. E que ninguém está acima de ninguém nesse trabalho e que quem sabe mais tem maior responsabilidade e não superioridade pessoal. Que desça do seu pedestal e caminhe no meio do povo, aprendendo sua linguagem pra poder comunicar o que sabe, sem cobrar conhecimentos que foram intencionalmente negados à maioria. Se alguém não percebe o condicionamento implantado no inconsciente que dá origem à sensação e busca de superioridade pessoal sobre os demais, seja materialmente, intelectualmente, espiritualmente ou de qualquer forma, sua atuação ao invés de revolucionária servirá de reforço da farsa montada como democracia, berrando sua oposição, seus insultos e seus protestos, de forma inofensiva ao sistema, desagregando ao invés de agregar, formando rebanhos ao invés de consciências, trabalhando no modo pastores e rebanhos e simulando democracia como a própria sociedade, na estrutura em vigor.
Indignado: Resumo Notícias de sábado 15 de outubro (+ Fotos e Vídeo)
Incidentes em Roma, durante a Marcha Mundial das "indignados"
Centenas de jovens confronto com a polícia em Roma. Foto: Reuters
O Roman Plaza San Juan de Letrán, ponto de chegada do movimento italiano contra os ajustes aplicados por Silvio Berlusconi e os governos da Europa em crise, de repente se tornou um campo de batalha. Polícia e manifestantes reprimidos respondeu atirando pedras de pavimentação e granadas de fumaça contra a patrulha.
Foram registrados cerca de 70 feridos. Outro grupo de pessoas foi para um anexo ao Ministério da Defesa, perto do Coliseu, e queimados na testa, bem como dezenas de carros. Enquanto isso, em diferentes países foram mobilizados para os principais edifícios do poder financeiro e político, sob o lema: "A partir de indignação para a ação. Nossas vidas e os seus benefícios. "
As três principais confederações sindicais e os sindicatos de estudantes juntou-se à demonstração, inspirado no "indigno" de Madrid. "Uma solução, revolução" "Nós não são de propriedade nas mãos dos banqueiros", orou alguns dos banners dos manifestantes começaram a sua marcha. "Hoje é apenas o começo. Queremos avançar no sentido de um movimento global ", disse um estudante que participou do protesto.
No início da marcha, desconhecidos quebraram as fachadas de dois bancos na Via Cavour, com sinais de trânsito, e em seguida fugiram. Vários veículos foram queimados, assim como um anexo do Ministério da Defesa. Um grupo carregava um caixão com o nome do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Da manhã, uma forte presença da polícia implantado no centro da capital. Os oficiais principalmente proteger os locais-chave de poder, como Presidente da República, a sede do Parlamento e da residência privada do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.
Segundo um manifestante, 50 anos, a polícia transformou o evento "em apuros". Poderíamos ter se reuniram pacificamente, disse ele. Perto da praça, onde o tráfego não foi interrompido, alguns carros de luxo foram recebidos com pedras. Outros em ziguezague entre o lixo queimado.
O criador do WikiLeaks com a "raiva" em Londres
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, durante a manifestação de indignação, em Londres. Foto: Reuters
Na Grã-Bretanha, a mobilização contra os ajustes de demanda e mudanças nos sistemas político e econômico culminou em frente à Catedral de St. Paul, no distrito financeiro, onde fez uma participação especial surpresa e Julian Assange, que naquele país enfrenta uma extradição para a Suécia. "Nós não podemos ser máscaras anônimos e uso, mas os bancos suíços se pode", disse ele sob aplausos da multidão.
Europa.Durante participação maciça na sua intervenção curta no palco improvisado dos passos da catedral, Assange criticou que "o povo enviado para Guantanamo a obedecer à lei, enquanto o dinheiro é" lavado "com impunidade nas Ilhas Cayman e Londres ".
Na capital britânica, o "indignado" não conseguiu cumprir sua meta de tornar o principal evento na Praça Pasternoster, que foi cercada pela polícia para a especulação de que haveria uma tentativa de tomar a sede da London Stock Exchange. Este contratempo não impediu que vários milhares, incluindo um grande grupo de campeões espanhóis da 15M-motion movimento que surgiu em referência ao passado, 15 de maio de sinal de protesto em mão, contra os excessos do sistema financeiro e para exigir mais democracia.
Localizado às portas da Catedral de St. Paul, os manifestantes, entre 3.500 e 5.000 pessoas, segundo estimativas da BBC, chamado por Ocupar LSX 15M e do grupo em Londres, entre outros, realizou reuniões para decidir como evoluir protesto, sem excluir acampar durante a noite, se a polícia o permitam.
Participação massiva na Europa
Aspecto da Puerta del Sol de Madrid, depois de oito horas. Foto: O País
Os "indignados" Os europeus se mudou para os principais edifícios do poder financeiro e político dos diferentes países. O mais convener foi a Espanha, onde realizou comícios em 80 cidades e vilas para protestar contra cortes de bem-estar e insegurança no emprego.
O maior protesto foi realizado em Madrid, onde uma multidão correu a milha que separa a Plaza de Cibeles e da emblemática Puerta del Sol, que começou há cinco meses movimento indignada de 15M. Em Barcelona, cerca de 60 000 pessoas estavam na Plaza Catalunya, com um banner que dizia: "A partir de indignação para a ação. Nossas vidas e os seus benefícios. "
Na Alemanha, cerca de 40.000 pessoas, segundo estimativas do movimento anti-globalização ATTAC participou em manifestações por todo o país com a maior concentração na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt e no Ministério das Relações Exteriores. A marcha pacífica discursou em Berlim, embora tenha havido ameaças de tumultos na altura da sede do Parlamento, alegando cerca de 200 jovens que haviam quebrado a partir do grande grupo invadiu o prédio, onde um forte contingente policial isolou a área.
Em Atenas, centenas de "indignados" gregos concentraram-se em Syntagma Square, cercado por forte esquema de segurança e se tornou um símbolo de protesto contra a política de cortes aplicada pelo governo para evitar a falência.
Em Bruxelas, milhares marcharam pelo centro da cidade e se reuniram em frente as principais instituições da União Europeia. Eles carregavam cartazes criticando a resposta europeia à crise financeira, o sistema capitalista em favor da mobilização.
Em Portugal foi também um outro cenário em que dezenas de milhares de pessoas em várias partes do país em resposta ao apelo lançado em 82 países pelo movimento chamado indignados. O primeiro dia de protesto despertou na Oceania e na Ásia, onde a participação era desigual com os países onde for proibido ou restrito em concentrações locais públicos, tais como Cingapura ou China, enquanto na Austrália ou Nova Zelândia destacou a eventos festivos.
U. S. Protestos
Ocupam os membros do movimento foram Wall Street escoltado pela polícia em Nova York. Foto: Reuters
No âmbito da Marcha Internacional da "Angry", centenas de pessoas se reuniram perto do Monumento a Washington, na capital dos EUA, e contra uma afiliada da JPMorgan Chase, a "Big Apple" para protestar contra o poder dos grandes bancos e postos de trabalho exigente. "Chase foi salva com dinheiro dos impostos, vendemos", gritavam os manifestantes através de alto-falantes.
JPMorgan Chase é o banco que ganha mais do que tudo de Wall Street e foi um dos vencedores no âmbito da crise financeira. Seu chefe, Jamie Dimon, é um dos críticos mais severos de uma possível regulamentação mais apertada dos bancos. Portanto, os manifestantes conclamaram seus clientes a cancelar as suas contas no Chase e abrir outros bancos menores.
Os protestos, que juntou vários sindicalistas, foram acompanhadas por um envio de forças policiais pesados. Apesar de nos dias anteriores houve confrontos com a polícia e prisões, o movimento de protesto "Ocupar Wall Street", em Nova York foram pacíficas. O pedido é simples: que os bancos têm menos poder e os ricos pagam mais impostos.
À tarde, membros do movimento se reuniram com estudantes que protestavam que têm dívidas, que são estudos tão caro. As universidades americanas são famosos por suas altas taxas. Mais tarde, o evento foi para a Times Square, ponto focal da cidade.
"Eu não posso acreditar que todas as pessoas aqui. Dificilmente pode-se mover ", disse um pedestre. A polícia cercou o local, para que o espaço era ainda menor. A operação também envolveu a RCMP.Finalmente, a polícia fechou algumas ruas ao trânsito para dar espaço para os manifestantes. "Isso é democracia", exclamou vários manifestantes, que gritavam também o grito de guerra: "Nós somos 99 por cento."
O protesto é que os ricos paguem mais impostos, têm reformas sociais e regulamentos para os bancos.Turistas gastaram em autocarro turístico típicas perto da praça parabenizou os manifestantes.
Também na capital dos EUA, Washington, cerca de mil pessoas foram às ruas para protestar contra a elevada taxa de desemprego. Na "Marcha sobre Washington por empregos e justiça" também participou várias defensores dos direitos civis e sindicatos, um dia antes de ter sido inaugurado oficialmente em Martin Luther King Jr. Memorial. "É hora de ocupar Wall Street, que ocupamos Washington, Alabama que ocupamos", disse o reverendo Al Sharpton, líder dos direitos civis nos Estados Unidos e um dos organizadores da marcha.
Com menos de eco na América Latina
Cerca de 5.000 pessoas se reuniram na capital do Chile, como estimado pelas forças de segurança do país. Foto: AFP
A mobilização maciça internacional "ultrajado", que aconteceu em pelo menos 95 cidades, pouco se ouviu falar de países do Cone Sul. Na Argentina, um pouco menos de uma centena de manifestantes foram detidos em frente ao Congresso. Na Venezuela, presidente Hugo Chávez apoiou-o e disse "são o resultado da pobreza que afeta a classe média". Em Santiago do Chile marcharam cerca de 100 000, segundo os organizadores. E no Brasil, onde ele tinha chamado eventos em 44 cidades, o comparecimento às urnas foi tão baixo que no Rio de Janeiro houve 37 manifestantes.
O maior protesto foi realizado em Madrid, onde uma multidão correu a milha que separa a Plaza de Cibeles e da emblemática Puerta del Sol, que começou há cinco meses movimento indignada de 15M. Em Barcelona, cerca de 60 000 pessoas estavam na Plaza Catalunya, com um banner que dizia: "A partir de indignação para a ação. Nossas vidas e os seus benefícios. "
Na Alemanha, cerca de 40.000 pessoas, segundo estimativas do movimento anti-globalização ATTAC participou em manifestações por todo o país com a maior concentração na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt e no Ministério das Relações Exteriores. A marcha pacífica discursou em Berlim, embora tenha havido ameaças de tumultos na altura da sede do Parlamento, alegando cerca de 200 jovens que haviam quebrado a partir do grande grupo invadiu o prédio, onde um forte contingente policial isolou a área.
Em Atenas, centenas de "indignados" gregos concentraram-se em Syntagma Square, cercado por forte esquema de segurança e se tornou um símbolo de protesto contra a política de cortes aplicada pelo governo para evitar a falência.
Em Bruxelas, milhares marcharam pelo centro da cidade e se reuniram em frente as principais instituições da União Europeia. Eles carregavam cartazes criticando a resposta europeia à crise financeira, o sistema capitalista em favor da mobilização.
Em Portugal foi também um outro cenário em que dezenas de milhares de pessoas em várias partes do país em resposta ao apelo lançado em 82 países pelo movimento chamado indignados. O primeiro dia de protesto despertou na Oceania e na Ásia, onde a participação era desigual com os países onde for proibido ou restrito em concentrações locais públicos, tais como Cingapura ou China, enquanto na Austrália ou Nova Zelândia destacou a eventos festivos.
Durante seu breve discurso no palco improvisado dos passos da catedral, Assange criticou que "o povo enviado para Guantanamo a obedecer à lei, enquanto o dinheiro é" lavado "com impunidade nas Ilhas Cayman e em Londres."
Na capital britânica, o "indignado" não conseguiu cumprir sua meta de tornar o principal evento na Praça Pasternoster, que foi cercada pela polícia para a especulação de que haveria uma tentativa de tomar a sede da London Stock Exchange. Este contratempo não impediu que vários milhares, incluindo um grande grupo de campeões espanhóis da 15M-motion movimento que surgiu em referência ao passado, 15 de maio de sinal de protesto em mão, contra os excessos do sistema financeiro e para exigir mais democracia.
Localizado às portas da Catedral de St. Paul, os manifestantes, entre 3.500 e 5.000 pessoas, segundo estimativas da BBC, chamado por Ocupar LSX 15M e do grupo em Londres, entre outros, realizou reuniões para decidir como evoluir protesto, sem excluir acampar durante a noite, se a polícia o permitam.
Manifestantes com uma bandeira dos EUA anexado à boca, segurando cartazes em Zuccotti Park, perto de Wall Street, em Nova York. Foto: Reuters
Um manifestante sul-coreano usando uma máscara segura um cartaz durante uma manifestação Ocupar Seul como parte de protestos em todo o mundo. Foto: AFP
Ocupam Tóquio. Foto: AP
Ocupam Hong Kong. Foto: AP
Ocupam na Austrália. Foto: AFP
Ocupam Hong Kong. Foto: AP
Ocupam Austrália. Foto: AFP
Ocupam Sydney. Foto: AFP
Ocupam Tóquio. Foto: Reuters
Ocupam Hong Kong. Foto: AFP
Ocupam Hong Kong. Foto: AP
A máscara de Guy Fawkes que se tornou popular pela virilha do conspirador Guy Fawkes, que inspirou o personagem "V" do "V for Vendetta" comic de Alan Moore e David Lloyd, está suspenso no chifre de um boi escultura bronze fora da Bolsa de Valores de Hong Kong. Foto: AFP
Manifestantes ea polícia italiana em uma nuvem de fumaça no centro de Roma. Foto: AFP
Um grupo irritado de praticar yoga na Puerta del Sol em Madrid, na manhã de 15 de outubro horas antes dos protestos.Foto: AFP