terça-feira, 20 de agosto de 2013

Autonomia demais não agrada classe dominante

Texto de Eduardo Marinho*
Arteiro e escrevinhador. Blog: Observar e Absorver


''A união dos mais pobres cria autonomia e isso é intolerável para os poderosos latifundiários, que precisam da sujeição pra viver na sua fartura ofensiva e arrogante. Degradam o sertanejo pobre pra justificar sua própria desumanidade. Esses grupos que se unem na miséria e a resolvem com o que há de melhor no ser humano - solidariedade, trabalho cooperativo, igualdade de direitos, divisão igualitária dos produtos, ausência de ganância e de egoísmo - são o terror dos exploradores, dos latifundiários, que vêem nessas iniciativas um "mau exemplo" e uma ameaça ao seu predomínio. Assim como em Canudos, como na Colônia Cecília, nos Sete Povos das Missões, os vampiros sociais juntaram forças e pressões pra manter a perversidade e destruir exemplos que resolveriam a miséria e o abandono. Por conta própria, sem atacar ninguém, usando terras abandonadas ou cedidas, sem dinheiros públicos - que seriam de direito. Mas há sempre a necessidade de sujeitar o povo e eliminar qualquer possibilidade de autonomia. Os vampiros vivem é de sangue. Do sangue do povo.''

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