Há pouco mais de 3 anos eu e mais alguns amigos "doidos" percebemos que para gerar abundancia para todos que estavam a nossa volta bastava compartilhar nossos recursos.
E assim iniciamos de forma muito espontanea um movimento de casa compartilhada. Não só roupas , ferramentas ou eletronicos eram compartilhados, mas nossa casa, com tudo que havia dentro dela.
E assim foi com Maiko e Kienteca no Rio, Sergio em Penedo, eu e Nando em Visconde de Maua e meses depois em Paraty. Nos sentiamos fazendo parte de uma rede que colaborava para o fim da escassez. Que dava oportunidade de acesso a quem quer que precisasse. Desde usar o banheiro até passar uns meses na casa. É só chegar, mesmo sem ninguém, a chave ta na porta.
Por onde passamos fizemos, pelo menos, algumas pessoas refletirem sobre o uso das suas casas. Muitas chegaram a dizer "a minha casa também é uma kaverna" (apelido que usamos pra nossa casa). "Se voce estiver por tal região, pode ficar lá em casa".
Hoje estou na casa da doce Joana em Campo Grande tomando um suco verde. E sinto uma enorme gratidão pela forma tão natural em que ela disse: "Se quiser fica la em casa, a chave ta com a vizinha".
Fico muito emocionado quando as pessoas percebem a riqueza deste simples ato de desapego e generosidade. Gratidão a todos os amigos irmãos que deixam a chave "debaixo do tapete" para qualquer eventualidade. Isso é de uma delicadeza infinda.
"O grande segredo para plenitude é simples: compartilhar."
Sócrates
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