Quem assistiu ao filme-documentário "super size me" e crê piamente que o problema da obesidade americana é determinado pelo que servem nos restaurantes fast foods não pensa diferente da maioria. Americanos tem maus hábitos alimentares? Sim. Que sua dieta de sanduíches e refrigerante atrapalha o desenvolvimento de um corpo saudável é inegável. Mas há um outro lado da história que muitos desconhecem.
Ao me deparar com uma discussão dessas em um grupo de debate pude conhecer uma outra realidade. A base da alimentação norte americana se deve ao milho transgênico e excesso de açucares. Durante o governo Bush, quando os transgênicos começaram a ser liberados, o povo americano se tornou o mais obeso do mundo.
A Monsanto (principal empresa de produção de alimentos transgênicos no mundo, encampada por Bush) lucra com a venda de seus herbicidas e sementes modificadas aos fazendeiros e agricultores. Por serem híbridas, estas sementes devem ser compradas anualmente. Além de sementes geneticamente modificadas tem em sua história o fornecimento de produtos químicos como DDT (usado na guerra do Vietnã se comprovou que continha substancias carcinogênicas e gerava fetos mal formados), Aspartame (aditivo alimentar que substitui o açúcar), Polisac ou Somatropina Bovina (responsável por um aumento de até 20% da produção de leite e proibido em diversos países por causar até 21 enfermidades nas vacas), PCB ou Ascarel (proibido em 1971 sendo também comprovado seus efeitos cancerígenos).
O que isto tem haver com o Brasil?! Acontece que a Monsanto, por ser uma multinacional e dotada de grande poder econômico, tem seus representantes no Brasil. Em 1997, comprou a Paraná Sementes e a Agroceres consolidando sua supremacia entre as empresas produtoras de sementes no país. O que as empresas de transgênicos mais precisam é de terras agricultáveis ao ar livre. O governo espanhol, afundado em dívidas, permitiu que 42% de seu território fosse ocupado por plantações trangênicas e só agora a população tomou conhecimento. No governo Lula foram cedidas terras do sul do país a algumas transnacionais e não se sabe o motivo.
As sementes transgênicas são originárias de misturas que nunca existiriam se não fosse pela ação do homem. Os danos irreparáveis a nossa saúde e ao meio ambiente são causados pelos agrotóxicos (produto para exterminar pragas de plantações) usados por agricultores. As sementes modificadas são resistentes a eles, algumas produzem plantas inseticidas. Acontece que tais pragas ganham imunidade com o passar do tempo e a quantidade de agrotóxico é aumentada anualmente. Assim o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxico em 2008.
Do ponto de vista legal também trazem perdas aos que optam por plantações naturais. Os agricultores que não gostam de plantar transgênicos e tem suas terras invadidas por ações naturais (ventos e chuvas) são obrigados a pagar por isso, pois essas sementes são compradas. Aí está o lucro. Não é possível criar um banco de sementes transgênicas, já que são híbridas e assim devem ser compradas todo ano. Não existe consenso na comunidade científica sobre a segurança dos transgênicos pois as empresas repudiam o teste a longo prazo, em cobaias e seres humanos, de seus produtos modificados. Então foi decretado que qualquer produto que tivesse 1% de matéria transgênica deveria ser rotulado com um T preto sobre um triangulo amarelo. A resistência foi grande e muitas empresas não os identificam até hoje. Na Europa esses alimentos são rotulados como manda a lei. Na França, por exemplo, é possível notar em supermercados prateleiras de alimentos transgênicos inteiramente ignoradas.
A Monsanto já perdeu uma quantidade enorme de processos judiciais juntamente com uma grande quantidade de dinheiro em despesas e indenizações, mas nada a faz parar.
Fontes: Ivana Rowena (pesquisadora e roteirista)
agrisustentavel.com
greenpeace.org
Wikipédia
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