Lembro de uma conversa com Emerson Venuto, numa mesa de cozinha em Niterói, em que fiquei um tempo admirando a sabedoria de suas palavras ''ninguém tem a capacidade de me magoar, só eu tenho.''
Numa discussão com a Alejandra Mendoza, recentemente, essa questão foi abordada novamente. É sempre mais difícil quando a relação contém laços de família (no comum entendimento social).
É muito comum depositarmos no outro toda a razão do nosso sofrimento. Sofremos por causa do que acreditamos, do que criamos ou inventamos, da expectativa que criamos em cima dos outros e não pela ação deles. As pessoas são livres. De pensamentos e ações. Se elas me provocam sentimentos angustiantes e dolorosos, o problema sou eu. Certamente estou desestruturado emocionalmente. Não compreendo, não entendo a liberdade do outro.
Me torno o prisioneiro. Estou preso às minhas expectativas, ao que espero que o outro faça, pense ou acredite. Deposito tudo, ou parte do que quero naquela pessoa. O pior de tudo é culpar ela por tudo isso. Justificar a minha não compreensão dos fatos alegando ingratidão, falta de carinho, desamor, desrespeito. Normalmente o ''filho desnaturado'' é aquele que está tentando ser feliz num ambiente onde stress e angustia predominam abundantemente.
Esse entendimento só me veio quando decidi ser feliz. Independente do que os outros façam, vou em busca do que acredito, fazer do meu jeitinho. Sempre lembro uma frase do Renato Russo que pode parecer um tanto egoista, mas é justamente exercer a essência do que se é ''Poderia ser a pessoa mais agradável do mundo, mas preferi ser eu mesmo''.
Viver uma vida para que o outro não se frustre com suas escolhas, é o mesmo que não viver. Exercer a própria individualidade é um grande passo para o autoconhecimento, para se libertar das amarras impostas pelos que nos ditam o que fazer desde o berço sem nos estimular questionamentos genuinamente necessários à sobrevivencia na cultura do ''salve-se quem puder''.
Totalmente certo!
ResponderExcluirGostei Ronny! vamos conversar um dia sobre isso ;) bjo
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