sexta-feira, 2 de março de 2018

O mundo que é

O amigo Guilherme Lito publicou hoje um vídeo com muitos dados sobre o mundo apocalíptico que está prestes a emergir.

Pego esse gancho pra trazer pro agora, pro individual. Pra lhe convidar a refletir sobre a forma como estamos conduzindo nossas vidas.

Então 2017 foi difícil?! 2018 não ta fácil? E se eu te disser que é assim que é pra ser?! Que não tem que ser diferente e que nem vai ser diferente? Isso te desestimula? O mundo que te cerca hoje, seja o das ameaças de bomba atômica, seja o das dificuldades de pagar as contas, seja o mundo de furacões e tormentas, seja o mundo de ter que lidar com medos, aflições e desafios não vai mudar.

Não vim aqui fazer carinho e dizer palavras doces, nem tampouco pesar o clima e convidar o baixo astral. Vim compartilhar a verdade que habita meu coração nesse momento. A verdade que aceita o mundo como é, que aceita os desafios, que encara as jornadas, que se responsabiliza pela vida que está vivendo. Que se empodera de cada oportunidade que tem nas mão para transformar as coisas. O mundo não vai mudar, não pode mudar. Mas a gente pode.
A gente vai?!

A transformação começa com uma mudança de atitude. Uma mudança na nossa relação com os acontecimentos. Uma mudança na forma como escolhemos experimentar cada experiencia. É só olhando pra dificuldade, acolhendo e abraçando cada sensação ruim, olhando de perto, legitimando a existência dela é que a gente transforma o que ta ruim. E eu não vou dizer que transforma o que ta ruim em bom. Não. A gente apenas transforma, ou melhor, a gente permite que algo se transforme. Talvez esse algo se transforme em uma coisa boa ou um alívio imediato, talvez não. Talvez já se transforme num próximo desafio que só te da tempo pra tomar folego. E assim a gente vai vivendo e seguindo seja lá pra onde for.

E se estiver muito difícil, talvez lhe conforte saber que eu to aqui contigo. Não prometo fazer nada por vc, ou solucionar o seu problema. Não acho que os problemas precisam de soluções. Por vezes posso escutar eles dizendo, quase implorando: "por favor, não me ignore, não me resolva, me viva, me permita fazer parte desse mundo também". Mas estou aqui vivenciando tantos problemas quanto vc. Esse caminho, essa jornada é nossa e estamos caminhando juntos. Vc com seus desafios, eu com os meus, e nós compartilhando nossas experiencias e aprendizados ao lidar com eles, nos unindo, nos identificando e nos reconhecendo uns nos outros. Se não temos controle sobre a vida o que nos resta é vive-la, do jeitinho que ela é. Digo viver e aproveitar a vida mesmo. E viver e aproveitar a vida não significa ter prazeres e alegrias. Significa ter grandes responsabilidades. A maior de todas. A responsa de dar o suporte necessário pra que a sua vida cumpra seu objetivo.

E a gente vai descobrindo pouco a pouco que a beleza da vida está na diferença, na dificuldade, na experiencia de cada sensação, no momento presente que nos leva ao próximo momento presente. A beleza da vida está no movimento, na mudança, na impermanência, nos seus ciclos que se encerram e recomeçam. Essa é a lei da natureza, é a lei da vida. E com uma sutil mudança de perspectiva pode ser admirada. É sutil, mas não é nada fácil. Nossos padrões e condicionamentos tão enraizados em nosso sistema dificultam muito esse olhar. Sigo aqui em meditação.


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