(antiga descrição do blog)
Ultimamente tenho passado por um grande processo de reflexão. Percebo que ele é continuo e embora variável está seguindo sempre um mesmo caminho. Como um Rio que segue diversos fluxos mas sempre vai desaguar no mar.
Recentemente percebi que o nome desse blog não tem nada de humilde e tem muito de consciente. Mas é a MINHA consciência. Diferente da sua. Quando digo que o objetivo é informar e conscientizar, é baseado em meus pensamentos, logo, fica clara minha grande arrogância. Nada de humilde há neste gesto.
Estou descobrindo o grande valor que tem a palavra respeito. Em muitas de minhas atitudes no dia a dia não venho respeitando as pessoas mais próximas de mim. E é exatamente por causa desta arrogância, de pensar que eu posso passar valores que julgo serem melhores para a felicidade de "A" ou de "B" que acabo perdendo o limite do respeito. Inconscientemente passo a querer que as pessoas acreditem que os meus ideais são melhores. Enquanto eles ainda estão em constante transformação interna.
Sou um cara cheio de dúvidas. Não tenho uma opinião formada sobre nada. De repente nunca terei. Então como posso esperar formar a opinião de alguém que não conheço? Sobre uma coisa que julgo conhecer? Não é algo muito pretensioso? Com tão pouca experiência de vida? Que exemplos práticos posso dar?
Nunca ninguém veio até mim e disse que quer saber minha opinião a respeito de algo. Então que parâmetro eu tenho para julga-la importante?
Tento mudar o mundo a pouco menos de 3 anos e já tive a sabedoria de entender que não é assim que funciona. Seria outra grande arrogância acreditar que o mundo precisa de ajuda quando ainda não resolvi nem os meus problemas.
"Vamos começar a mudar o mundo por onde?" Nããão. Esquece. Ele não precisa ser mudado.
"As pessoas é que precisam ser mudadas!" Também nããão.
NÓS precisamos mudar, SE acharmos que devemos.
Não quero interferir no pensamento das pessoas, ao menos que peçam minha opinião. Isso da muito trabalho. Causa frustração, angustia, inquietação. São sentimentos que lutei para me livrar dentro de um sistema corrompido. Tentando modificar esse sistema, a luta não vai acabar. Isso não faz sentido. Seria só trocar o motivo causador destes males. A maior revolução de todas, é a revolução pessoal. Confesso me sentir muito mais leve, feliz e despreocupado pensando dessa forma.
Este momento está voltado para pensar em mim. No que me faz bem. As pessoas que me fazem feliz. E essa acredito ser a melhor contribuição que dou pro mundo. Isso é fazer minha parte. Analisar o que eu julgo errado para mim e começar a fazer diferente. Sem a pretenção de achar o que é certo. Apenas a autossatisfação. Não importa o futuro nem passado. Isso não é ser egoísta. É ser individualista, que são coisas muito diferentes. A individualidade precisa ser respeitada. Esse é o limite que o outro te dá. É ter o poder de fazer escolhas sem ser criticado. Não é porque não como carne e reciclo meu lixo que meu vizinho deve fazer o mesmo. Eu faço pelo que eu acredito. E foda-se o meu vizinho.
Não vejo mais sentido em um blog que tenta passar valores de apenas uma pessoa. Não estarei mais escrevendo neste blog a partir de hoje. Ainda não me sinto pronto pra isso. Para assumir essa responsabilidade. Não tenho tantas experiências para partilhar. Ele continuará aberto para os outros autores ou se um dia eu voltar a escrever. Mas por enquanto não vejo mais sentido em tê-lo como ferramenta. Para desabafar, eu tenho bons amigos. Então, esta ferramenta não se faz mais necessária para o momento que estou vivendo.
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