''Sentimos uma grande vontade de expor o que significa ''é tudo nosso'' pra nós. Por ser uma ideia compartilhada do pessoal que concebeu as Kavernas - já existiram outras e certamente novas ''Kavernas'' virão a "pipocar" por aí - e que mais as frequentaram, essa ideia de que "é tudo nosso" acaba se aplicando muito à filosofia da casa.
Vimos buscando fomentar a compreensão de que a casa é literalmente de todas as pessoas que partilham da ideia de uma sociedade livre e sustentável. Entrando no site ZatParaty dá pra compreender um pouco melhor sobre o que de fato se faz aqui. A única regra existente é o equilíbrio que nos mantém em harmonia uns com os outros... E de fato isso é construído dinamicamente, não há como ser estático, uma vez que a cada momento pessoas diferentes estão interagindo entre si, cada qual com sua individualidade, seus diferentes momentos e necessidades pessoais etc. "
É também uma casa onde não mora ninguém. Há pessoas que habitam a Kaverna durante um período maior de tempo para que os projetos aqui iniciados (que são livres e abertos a todos) possam ser continuados na medida do necessário, ou seja, até onde exista uma demanda por coisas livres e abertas (o que inclui a existência e manutenção da casa em si). De fato, temos percebido um crescimento desta demanda dentro de nós mesmos e isso já consiste para nós em suficiente motivação (motivo que justifica a ação) para caminharmos ao encontro deste ambiente, deste estado de coisas, que poderia ser encarado por alguns como simples utopia. Para nós, uma utopia realizável, simplesmente, uma vez que já a estamos vivenciando, caminhando dentro dela, cada um de nós em sua própria medida, dentro de sua própria capacidade de entrega. Não buscamos o resultado fim, o simples meio, o estar fazendo, já nos satisfaz.
Quando se fala em tudo nosso, se pensa em recursos. Não se trata do meu computador que eu empresto pra você usar em dado momento. Se trata de um computador disponível para que todos façam o melhor uso dele quando haja a necessidade. Se trata de um recurso existente no mundo e está disponível para que todos usem e cuidem do mesmo. A casa, o carro, a bicicleta, o alimento, a água, o dinheiro, são todos recursos que buscamos usar de forma sustentável e equilibrada para que não falte a ninguém.
A lógica de fazer isso é ter acesso a ferramentas e recursos em abundancia. Não deixar que sejam subutilizados, que fiquem parados em garagens e oficinas e que cada ser humano precise ter o seu. Assim deixamos de financiar produções industriais em larga escala, se diminui rigorosamente o hábito consumista a que fomos condicionados e aprendemos a interagir de forma livre. O senso de responsabilidade passa a surgir naturalmente, de forma a contribuir para a manutenção dos recursos, fazendo-os disponíveis para quem quiser usar.
Toda esta compreensão aqui fomentada independe do nome "Kaverna" e inclusive já ocorre desde tempos imemoriáveis em ambientes, comunidades ou zonas autônomas temporárias (TAZ) que optam por premissas como a auto-gestão, a livre-interação, a co-criação etc. Diversos pensadores como Thoreau, Hackin Bay, entre outros, já escreveram sobre o tema ou temas afins, e todo este estudo nos ajuda a discernir melhor o que estamos buscando. Mas para nós, ainda mais legal do que ler o que escreveram estes pensadores, é procurar vivenciar na prática o que eles tentaram expressar em palavras. Se você anseia por experiências semelhantes, venha conhecer a Kaverna Moutain, que desde já você pode entender como sua TAZ em Visconde de Mauá - RJ.''
Para finalizar, deixamos uma música do querido Agepê, que junto com a "O Homem Falou" do Gonzaguinha pode entrar facilmente para o hall das músicas-tema da Kaverna Mountain:
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