domingo, 10 de março de 2013

Um pouco de mim agora

Deliciosamente me percebo desapegado. De uma forma que não conhecia. Acho que desapego é a palavra que mais perfeitamente descreve essa sensação. Algo que não está sendo condicionado por tradições socioculturais. Está simplesmente fluindo.

Recentemente me vi perdidamente apaixonado por uma menina incrível. Sabe, quando se idealiza a perfeição na outra pessoa?! Me permiti fazer isso. Mentir pra mim mesmo, criar expectativas em função de sentimentos que mechem tão profundamente com nosso emocional.
Após passar uma noite linda, leve, tranquila e muito enriquecedora com essa doce menina, foi agradabilíssimo reconhecer que a memória era o lugar mais que perfeito para aqueles momentos. Não importa o amanhã nem o ontem. Eu estava bem com a ideia de viver ao lado dela até o fim da vida ou nunca mais vê-la.

A confirmação desse desapego veio quando ao deixar a casa que ''morei'' por 6 meses em Visconde de Mauá, sendo este o ambiente que me proporcionou os melhores momentos da minha vida, até hoje, não tive a sensação de estar perdendo nada, nem de estar deixando nada para trás. Não era um fim, muito menos um começo. Era simplesmente a vida. Preciosa em cada momento.

Amar não trás saudade, não trás remorso nem culpa, muito menos expectativas. Basta estarmos em paz com nós mesmos. Vivendo intensamente o agora. Respeitando a si mesmo e ao ambiente que inevitavelmente influenciamos. Fazendo o que acreditamos. Entendendo a razão das nossas ações e a verdade dentro daquilo. O que de fato somos, sentimos e queremos...

Se há uma coisa que a vida faz muito bem, é continuar...
e entender isso é libertador.

2 comentários:

  1. E a cada dia eu compartilho, pelo que li, desta fluidez que voce citou. E a cada dia fica a conviccao de que há muito pra ser descontruido (no caso, desobstruido) pra que a fluidez flua, sem obstaculos....

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  2. É... realmente um desconstrução que parece infinda... desbravemos-na!

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