Um esbarrão com a contradição da galera do Greem Peace na Av. Paulista pedindo dinheiro pra recuperar uma área de plantação de soja. Combater agronegócio com grana é no mínimo irônico.
Chegando lá trocamos uma ideia com a Elaine (menina que trabalha na limpeza da casa) deixamos as mochilas e fomos para Praça Liberdade tentar encontrar com a familia da Alê. Ao sair demos de cara com a Savana chegando em casa. Conversa super rápida, meio embolada com apresentações e despedidas, (até agora não entendi bem o por que se ninguém tinha pressa de nada) saimos então.
Uns 8km de caminhada, compramos macarrao de arroz e cogumelo e voltamos pra casa de metro. Na estação brigadeiro uma ideia genial. Pague quanto quiser a partir de 2 reais num livro a sua escolha, numa dessas máquinas de coca-cola, só que de livro. Além do Bem o do Mal - Friedrich Nietzsche, foi minha escolha.
Um almoço saborosíssimo e aos poucos íamos conhecendo Savana.
Mais tarde Lis, Natalia e Monica. Inacreditavelmente todas as 4 nordestinas. Não entendo como essa galera se encontra por aqui e só anda grudada! João, um cara super simpático e engajado no ramo permacultural apareceu por lá também.
Uma parte da galera foi pro ensaio do Banga, e pelos boatos, se acabaram.
Sábado, Alê e Lis sairam pra comprar uns vegetais. Um tal de Visa-vale danado pra sair da carteira da Lisoca não deixou a Alê gastar um centavo. Mais um almoço incrível, com as mais saborosas almondegas de farinha já feitas pela chica vegana. Sessão cinema (Os Suspeitos - The Prisioners) no fim da tarde, onde eu, Savana, Alê e Lis trabalhavamos tanto quanto o detetive pra desvendar o mistério do sumiço da filha do Wolverine. Uma roda de conversas reflexivas num desses bares de Sampa fechou a noite. Foi legal conhecer melhor as meninas nesse sentido. A tranquilidade da Lis ao entender tudo com naturalidade, a empolgação da Savana ao se ver fluindo por um novo caminho, a curiosidade de Monica ao dar de cara com um mundo completamente novo e "inseguro" e a profunda observação e análise da Sil em cima dos assuntos abordados. Conversa muito rica.
Domingo, mais um belo almoço vegano entre amigos. A galera que trabalhou com a Alê foi encontrar com a gente lá no apê. Desta vez, admiravelmente, surgiram uns cariocas. No fim da noite a visita da amável Tati. Com uma linda vibe de paz, amor e mudança, conversamos um pouco sobre caminhos e escolhas.
Despedidas a noite e seguda-feira metemos o pé em direção a Campo Grande, só que não. Acordamos tarde e ficamos lagartiando o resto do dia. Suco verde para o desjejum. Mais tarde a imprevisível visita do Ney. Mais uma vez com aquela energia positiva, de vida renovada, de caminho encontrado e um bom som no violão embalando as conversas. Mais uma vez a Tati surgiu pra compartilhar seu tempo com a gente antes de pegarmos a estrada de novo. Mais empolgação e certeza da Savana durante os assuntos. Muito amor!
Preocupados em perdermos a carona da prima da Alê de Corumbá até Santa Cruz de la Sierra no dia 2, acordamos bem cedo ontem (terça-feira dia 28), após um copo de suco verde, e saimos de metro "Meu Deus, quanta gente junta. Se rolasse um som era carnaval." Depois pegamos o trem e chegamos em Itapevi. De lá pegamos um ônibus para saltar num posto, longe da cidade, na Av. Pres. Castelo Branco. A ideia inicial era conseguir chegar em Ourinhos (metade do caminho) e passar a noite por lá.
Parada para o banheiro e em menos de 2 minutos, seu Amarildo (caminhoneiro, gentil toda vida) fez sinal para embarcarmos no caminhão-carreta. Universo conspirando a favor:
- Eu to indo pra Campo Grande.
Disse, Amarildo.
Que beleza! Inacreditável! Por volta de meia noite chegariamos lá. Agora sem pressa, usei o resto de bateria e o pouco sinal que dispunha para acessar o irmãozinho Rômulo pelo facebook.
Rômulo "Gosta", um cara desinibido, contente, brincalhão e segundo as más linguas, um tanto quanto fanfarrão. Com uma ajuda do Sergiao, acompanhando a saga, de Penedo, o amigo Romulo, natural de, Campo Grande, mobilizou a familia para nos receber em sua cidade natal.
Fizemos 2 paradas. Em uma delas desenrolei uma quentinha recheada de arroz e legumes por 7 reais. Chegamos meia noite. Seu Amarildo, poderíamos até chama-lo de Seu Gentileza, estacionou a carreta na porta de sua casa, em Campo Grande, pegou o carro e foi rodar com a gente, pela cidade, em busca do endereço certo. Com uma grande dificuldade de localização e navegação meio a ruas sem saida, liguei pra Raquel (irmã do Romulo), que generosamente saiu de casa e foi nos buscar 3 esquinas depois.
Antes de 1h da manhã já estávamos de banho tomado e quentinhos na cama.
Fica cada vez mais notável a força que temos quando nos unimos. Nem que seja minimamente. Só para fazer o básico, o necessário. As coisas vão acontecendo tão naturalmente que é difícil não enxergar a incrível beleza presente em cada ser humano. Da pra perceber que as pessoas pelo caminho só aumentam e com elas o nosso aprendizado. Gratidão, é esse o sentimento. Gratidão pela vida e por ter percebido a beleza de viver.
"Seja gentil sempre que puder. Sempre é possivel."
Ah! Tem foto lá no face!
Alguns Números
Peso:Mochila da Alê - 14,6 kg
Mochila do Ronny - 11,3 kg
Desembolso:
24/01 - onibus em SP (R$ 6,40) trem em SP (R$ 6,00) macarrao de arroz (R$ 5,00) cogumelo (R$ 3,30) livro Além do Bem e do Mal - Nietzsche (R$ 2,00)
25/01 - azeite extra virgem (R$ 12,95)
25/01 - onibus em SP (R$ 12,00)
28/01 - metro em SP (R$ 6,00) caneta pilot (R$ 3,90) onibus para estrada (R$ 6,40) quentinha na estrada (R$ 7,00)
Total:
2 viajantes
4 dias
1 carona
2 casas que hospedaram
1034 Km
R$ 70,95
Total da Viagem:
2 viajantes
18 dias
14 caronas
6 casas que hospedaram
1715 Km viajados
R$ 187,60
Que maximo seu blog. Fico feliz em ter feito parte dessa historia linda de vcs.
ResponderExcluirUm beijao e voltem qq dia desses!! :) Savana