Dentro da manifestação não violenta, o trabalho de um "facilitador" seria algo como:
- Eu preciso de dinheiro para pagar as dividas que eu fiz esse mês, alguém pode me ajudar com isso?
e ainda:
- Eu gosto de observar e falar sobre comunicação e interação com o outro. Quem mais gostaria de falar sobre isso?
Percebe que são 2 coisas distintas?!
Entretanto, em palestras e workshops não se separa essas duas coisas e fica algo como:
Entretanto, em palestras e workshops não se separa essas duas coisas e fica algo como:
- Existe uma técnica para mediação de conflitos e eu me proponho a estuda-la e compartilhar com quiser. Fiquem a vontade para contribuir com meu trabalho.
Separar as duas coisas põe fim ao papel do facilitador, permitindo que as pessoas percebam seus próprios caminhos de interagir e fluir livremente. Conversando sobre o tema. E não ouvindo o que alguém com "mais experiência" tem para falar sobre o tema. Existem infinitas técnicas. Tantas quanto pessoas. Acreditar em uma é desfavorecer a descoberta das demais. O facilitador, acredito que as vezes sem perceber, cria uma necessidade para deter o poder da atenção, passar a informação para enfim se vender como algo necessário. Grosso modo é um marqueteiro criando necessidades desnecessárias.
A criação do método só é aceita porque é comum vivermos em ambientes centralizados, não livres, onde alguém quer vencer, ter a razão, defender seu ponto de vista. Quando há a manifestação da cooperação, do ganha-ganha, em um ambiente, não é necessário um método pré-definido. O ambiente livre trás o estimulo, permite que as pessoas busquem a compreensão do conflito. As pessoas ali, estão interessadas em explorar sua forma de se comunicar com o outro, estão atentas à interação. Se isso não existe por uma das partes envolvidas na interação ela já não está sendo livre e a tentativa de "torna-la" livre é uma tentativa de instrumentalização do outro. Na minha opinião um ato violento, desrespeitoso.
Separar as duas coisas põe fim ao papel do facilitador, permitindo que as pessoas percebam seus próprios caminhos de interagir e fluir livremente. Conversando sobre o tema. E não ouvindo o que alguém com "mais experiência" tem para falar sobre o tema. Existem infinitas técnicas. Tantas quanto pessoas. Acreditar em uma é desfavorecer a descoberta das demais. O facilitador, acredito que as vezes sem perceber, cria uma necessidade para deter o poder da atenção, passar a informação para enfim se vender como algo necessário. Grosso modo é um marqueteiro criando necessidades desnecessárias.
A criação do método só é aceita porque é comum vivermos em ambientes centralizados, não livres, onde alguém quer vencer, ter a razão, defender seu ponto de vista. Quando há a manifestação da cooperação, do ganha-ganha, em um ambiente, não é necessário um método pré-definido. O ambiente livre trás o estimulo, permite que as pessoas busquem a compreensão do conflito. As pessoas ali, estão interessadas em explorar sua forma de se comunicar com o outro, estão atentas à interação. Se isso não existe por uma das partes envolvidas na interação ela já não está sendo livre e a tentativa de "torna-la" livre é uma tentativa de instrumentalização do outro. Na minha opinião um ato violento, desrespeitoso.
Sem a experiencia de conviver em um ambiente livre, ou pelo menos mais livre, fica dificil entender o que quero dizer. Nesse ponto a prática de vida em comunidade ajuda.
Desaprendemos a viver em comunidade. A escola desempenha bem essa função. Desumanizar o ser humano.
Falar sobre comunicação não violenta é lindo, o problema, a violência, surge quando há uma formatação de como se comunicar. Quando se configura um produto exclusivamente com a intenção de vender. Quando não estamos mais apenas debatendo sobre o tema. Se há apenas conversa e a partir dai as infinitas formas de co-desenvolvimento, não há um terceiro que se beneficia disso. Apenas as partes interagentes se beneficiando, ou não, da interação.
É mais tentador adotar um método de como interagir "melhor", "mais verdadeiramente" com o outro, em ambientes centralizados como: família, escola, empresa, porém não é legítimo. Com um método, não aprendemos a lidar com conflitos e sim com o conflito específico. Para aprender a lidar com conflitos é preciso esperar que ele se manifeste e observa-lo atentamente para uma possível solução a partir dali. O próprio embate gera a solução. É preciso estar atento. Observar a interação. Podemos trabalhar internamente, entendendo as razões do nosso desconforto, e isso dá trabalho, ou podemos continuar interagindo com o outro e juntos buscarmos a melhor compreensão da nossa interação naquele momento. Com a ajuda do outro, entender o conflito que surgiu da interação, da menos trabalho. Mas o outro precisa estar aberto à isso. Precisa desejar. E nós não temos poder sobre o outro. Querer que alguém queira é ultrapassar o limite do respeito. É violência.
Assim como se calar diante de uma circunstancia conflituosa. Você não quer a resolução do conflito. Você está se esquivando da responsabilidade pelo que sentiu. O que você quer é uma garantia da manutenção da harmonia na interação, nem que isso te custe a frustração ou trabalhar as razões de seus incômodos introspectivamente, que é bem legal, mas é desonesto com o outro. Ele não sabe o que você sentiu e você não permite que ele saiba por medo de ter que lidar com o conflito. Isso só existe em uma relação não livre. Em um ambiente livre é natural que a expressão das emoções sejam contempladas e ouvidas na interação.
Falar sobre comunicação não violenta é lindo, o problema, a violência, surge quando há uma formatação de como se comunicar. Quando se configura um produto exclusivamente com a intenção de vender. Quando não estamos mais apenas debatendo sobre o tema. Se há apenas conversa e a partir dai as infinitas formas de co-desenvolvimento, não há um terceiro que se beneficia disso. Apenas as partes interagentes se beneficiando, ou não, da interação.
É mais tentador adotar um método de como interagir "melhor", "mais verdadeiramente" com o outro, em ambientes centralizados como: família, escola, empresa, porém não é legítimo. Com um método, não aprendemos a lidar com conflitos e sim com o conflito específico. Para aprender a lidar com conflitos é preciso esperar que ele se manifeste e observa-lo atentamente para uma possível solução a partir dali. O próprio embate gera a solução. É preciso estar atento. Observar a interação. Podemos trabalhar internamente, entendendo as razões do nosso desconforto, e isso dá trabalho, ou podemos continuar interagindo com o outro e juntos buscarmos a melhor compreensão da nossa interação naquele momento. Com a ajuda do outro, entender o conflito que surgiu da interação, da menos trabalho. Mas o outro precisa estar aberto à isso. Precisa desejar. E nós não temos poder sobre o outro. Querer que alguém queira é ultrapassar o limite do respeito. É violência.
Assim como se calar diante de uma circunstancia conflituosa. Você não quer a resolução do conflito. Você está se esquivando da responsabilidade pelo que sentiu. O que você quer é uma garantia da manutenção da harmonia na interação, nem que isso te custe a frustração ou trabalhar as razões de seus incômodos introspectivamente, que é bem legal, mas é desonesto com o outro. Ele não sabe o que você sentiu e você não permite que ele saiba por medo de ter que lidar com o conflito. Isso só existe em uma relação não livre. Em um ambiente livre é natural que a expressão das emoções sejam contempladas e ouvidas na interação.
Se o ambiente é livre não há método, nem regras de convívio pré estabelecidas. O que não significa dizer que não há limites. Os limites vão sendo percebidos a todo momento na relação com o outro, pois há o fenômeno social, a percepção de que há outro ser humano ali. Existe mais limites em um ambiente livre do que em um ambiente centralizado.

Aqui em casa gostamos muito, bastante útil pras questões que andam rondando relações familiares e com amigos
ResponderExcluirabç